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Pietro aponta que 60,43% dos óbitos fetais ocorridos entre 2015 e 2020 poderiam ter sido evitados

3 de setembro de 2020
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Conforme levantamento, em pouco mais de cinco anos, 113 crianças poderiam ter nascido se tivesse havido mais qualidade no atendimento às gestantes.

Levantamento baseado em documento divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde mostra que 60,43% dos 187 óbitos fetais ocorridos em Ponta Grossa em um período de pouco mais de cinco anos (entre 1º de janeiro de 2015 e 30 de abril de 2020) poderiam ter sido evitados se tivesse havido maior qualidade no atendimento às mulheres durante a gestação, parto e ao recém-nascidos. Do total de 187 óbitos, as causas de 113 mortes seriam “evitáveis” (60,43%), segundo a lista. Desse total, 57 mortes (51,35% do universo de 113 de causas evitáveis – CE) poderiam ter sido “reduzíveis por adequada atenção a mulher na gestação”, 43 mortes (38,74% do universo de 113 de CE) poderiam ter sido “reduzíveis por adequada atenção à mulher no parto” e 11 mortes (9,91% do universo de 113 de CE) poderiam ter sido “reduzíveis por adequada atenção ao recém-nascido”.

O levantamento foi elaborado pelo vereador Pietro Arnaud (PSB), com base em documento encaminhado pelo Sistema de Informação sobre Mortalidade Infantil (SIM) da Gerência de Vigilância Epidemiológica da Fundação Municipal de Saúde – que, por sua vez, utilizou como parâmetro a “Lista de causas de mortes evitáveis por intervenções do Sistema Único de Saúde [SUS] do Brasil (2020)”. O documento foi repassado a Pietro pela FMS em 03 de junho de 2020.

De acordo com o levantamento, ocorreram 55 óbitos fetais em 2015, 47 em 2016, 40 em 2017, 39 em 2018, 42 em 2019 e 19 nos quatro primeiros meses de 2020 – totalizando 187 mortes. Com base na explicação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) “óbito fetal”, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), “é a morte de um produto da concepção ocorrida antes da expulsão ou de sua extração completa do corpo materno, independentemente da duração da gestação. A indicação do óbito fetal é dada pelo fato de que, após a separação do corpo materno, o feto não respire ou mostre qualquer outra evidência de vida, tais como: batimento do coração, pulsação do cordão umbilical ou movimento efetivo dos músculos de contração voluntária.”

Óbitos infantis

Outro levantamento feito pelo vereador Pietro diz respeito à quantidade de óbitos infantis no mesmo período.

Conforme esse levantamento, em pouco mais de cinco anos, ocorreram, em Ponta Grossa, 274 óbitos infantis: 59 em 2015, 58 em 2016, 67 em 2017, 70 em 2018, 66 em 2019 e 13 em 2020. Desse total, 186 (67,88%) estão na categoria “causas evitáveis”; e 79 óbitos (48,77%) poderiam ter sido “reduzíveis por adequada atenção a mulher na gestação”, 38 (23,46%) poderiam ter sido “reduzíveis por adequada atenção a mulher no parto”, e 45 (27,78%) poderiam ter sido “reduzíveis por adequada atenção ao recém-nascido”, havendo ainda 12 óbitos (6,45%) reduzíveis por “ações de diagnóstico e tratamento adequado e 11 óbitos (5,91%) reduzíveis por “ações de promoção à saúde vinculadas a ações adequadas de atenção a saúde.

Total de óbitos

Se for considerar o total de óbitos entre fetais e infantis ocorridos entre 1º de janeiro de 2015 e 30 de abril de 2020, o resultado é mais alarmante, ainda. Nesse período, foram 461 mortes, sendo 187 óbitos fetais e 274 óbitos infantis. Conforme os dois levantamentos, poderiam ter sido evitadas 299 mortes – sendo 113 óbitos fetais e 186 óbitos infantis.

Segundo aponta Pietro, esses dados são muito alarmantes porque mostram que Ponta Grossa precisa melhorar em muito a atenção à mulher na gestação, parto e recém-nascido. Vê-se que em Ponta Grossa, há Unidades Básicas de Saúde fechadas onde as gestantes devem ser bem acolhidas e acompanhadas. De outro lado, a necessidade de uma nova Maternidade em Ponta Grossa se revela essencial.

Emenda de Aliel Machado garantiu Nova Maternidade em Ponta Grossa

Em 17 de outubro de 2015 o vereador Pietro Arnaud (PSB) iniciou uma campanha pela construção de uma nova maternidade pública na cidade de Ponta Grossa. Isso aconteceu após Pietro ter criado a CEI das Maternidades que denunciou diversos óbitos fetais ocorridos em Ponta Grossa. Na ocasião, após os levantamentos realizados pelo parlamentar, o Dep. Aliel Machado (PSB) destinou uma emenda de R$ 4 milhões de reais para construção de uma Maternidade Pública em Ponta Grossa, que está sendo concluída, ao lado do Hospital Universitário.

Deputada Mabel indicou recursos para a Maternidade

Nesta quarta-feira (02) a Deputada Mabel Canto (PSC) divulgou em suas redes sociais que o recurso de 2 milhões e 418 mil reais indicados pela parlamentar para o Governo do Estado para equipar a nova maternidade do Hospital Regional já está na conta da UEPG. O recurso será usado para 6 aspiradores cirúrgicos portáteis, 16 berços aquecidos com abertura lateral, 40 unidades de berço em acrílico (com colchão), 4 unidades de cama pré-parto/parto/pós parto, 6 cardiotocógrafos, 2 unidades de cardioversor com desfibrilador, 4 unidades de foco cirúrgico portátil, 2 encubadoras de transporte com cilindro de gases, 6 unidades incubadoras estacionarias com paredes duplas, 8 macas avançadas, 8 monitores multiparamétricos, 5 ventiladores pulmonares, 2 unidades de carro de emergência, 4 mesas ginecológicas elétricas, 20 camas hospitalares elétricas, 3 carrinhos de anestesia, 2 mesas cirúrgicas, 1 lavadora termodesinfectora.

Recentemente a maternidade do Hospital da Criança foi provisoriamente transferida ao Hospital da Criança, em decorrência da pandemia provocada pelo covid-19, entretanto o prédio da Nova Maternidade está praticamente concluído, existindo recursos para aquisição dos equipamentos necessários.

Veja o requerimento-941-2020-mortalidade

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